Budapeste - Szentendre - Visegrád - Esztergom - Bratislava

Traslado de Budapeste a Bratislava ou de Bratislava a Budapeste com visita da Curva do Danúbio. A visita é guiada em português. Pick-up e drop-off incluído.

No programa estão incluídos a visita a três localidades: a pequena cidade barroca Szentendre (Santo Antônio) que é a aldeia preferida dos pintores e artistas com numerosas galerias privadas e igrejas de culto ortodoxo, Visegrád, com as ruínas da fortaleza do século XIII e a vista espetacular da curva do rio e finalmente Esztergom, o centro da igreja católica húngara e a sede oficial do cardeal do país.

Descrição Curva do Danúbio

Como Curva do Danúbio é designada uma paisagem extremamente bonita que consiste no Danúbio e as suas margens entre Budapeste e Esztergom. Nesta parte o rio corre entre as montanhas de Börzsöny e Visegrád, e o seu curso de oeste para leste muda para de norte para sul, ou seja: faz uma curva de 90 graus. Esta zona é um dos destinos turísticos mais procurados do país, mas apesar disso transmite uma calma e espiritualidade impressionantes.

Szentendre

Szentendre (Santo André) é uma cidade conhecida por causa do seu ambiente artístico e cultural, tem muitos museus, galerias cafés, restaurantes e igrejas ortodoxas. Fica muito perto de Budapeste, mas é um mundo completamente distinto, e é considerado como destino privilegiado pelos turistas que visitam a capital.

Na época dos romanos já existia aqui uma povoação. No século XVIII, depois da liberação do Império Otomano que tinha ocupado uma parte da Hungria durante ca. de 150 anos, chegaram a Szentendre pessoas de diversas nacionalidades, mas principalmente vieram muitos da Sérvia, Dalmácia e Grécia. Os imigrantes, entre eles também eslovacos e alemães, integraram-se bem na sua nova terra. Até hoje Szentendre tem características peculiares: uma arquitetura predominantemente barroca, ruas estreitas, praças pequenas e igrejas: principalmente muitas igrejas do culto ortodoxo.

Visegrád, (do eslavo „cidade ou fortificação alta”) é uma vila e um castelo a norte de Budapeste, na margem direita do rio Danúbio. A vila é famosa pelas ruínas do palácio de verão do Rei Matias Corvino (século XV) e pelo seu castelo no alto do monte, mas principalmente pela bela vista que se tem sobre a paisagem circundante que se chama Curva do Danúbio.

A fortificação por cima do monte foi construída por ordem do rei Béla IV depois da invasão dos tártaros (século XIII). Ainda na Idade Média surgiram a Torre do Salomão e a Torre da Água, organizando os edifícios em forma de muralha. Com o passar do tempo, a fortificação foi sendo abandonada aos poucos e por fim desapareceu da vista, coberta de pedras e terra, até que em 1934 uma cripta foi descoberta. Assim é que surgiu a idéia de começar a desenterrar as ruínas, e mais tarde deciridam reconstuir uma parte do castelo.

O palácio real ao pé do monte foi construído por ordem do rei Carlos Roberto (século XIV). Visegrád ficou famoso por um acontecimento histórico do século XIV: em 1335 os reis da Europa Central e o chefe da ordem dos cavaleiros teutónicos reuniram-se aqui para discutir as estratégias da defesa contra a agressão da casa dos Habsburgos.

Em memória desse encontro histórico é que em 1991, dois anos depois da queda do comunismo os líderes de quatro países da Europa Central se juntaram para criar um grupo de países que se entreajudariam: além da Hungria, participaram ainda a Checoslováquia e a Polónia. Depois de a Checoslováquia ter deixado de existir e se ter dividido em República Checa e Eslováquia, o grupo continuou com quatro países e funciona até hoje: chama-se Grupo de Visegrád ou V4.

Esztergom (Estrigonia) fica cerca de 50 km a noroeste de Budapeste, é uma cidade relativamente pequena mas importante principalmente por razões religiosas: é centro do catolicismo húngaro. A cidade fica na margem direita do Danúbio, que constitui, naquele trecho, a fronteira com a Eslováquia.

Foi a capital da Hungria do século X até ao século XIII (antes de a corte se mudar para Buda) e ainda hoje é a sede do arcebispo do país, embora na altura da ocupação turca os arcebispos habitavam em Bratislava. Depois de os turcos terem ido embora do país, a cidade precisou de novos habitantes: vieram principalmente imigrantes alemães e eslovacos.

Esztergom é conhecida pelo seu arquivo e museu de documentos ligados à história do território da Eslováquia de hoje, mas o edifício mais importante é a catedral, ou seja, a Basílica de Esztergom que é a maior igreja na Hungria: foi construída em 1820.

A ponte Mária Valéria, sobre o Danúbio, leva à cidade de Stúrovo na Eslováquia. A ponte originalmente construída em 1895 foi destruída, como tantas outras pontes sobre o Danúbio (também todas de Budapeste) pelas tropas alemãs em retirada, em 1944. As obras da reconstrução terminaram em 2001, com apoio da União Europeia.

Fotos Curva do Danúbio

Descrição Bratislava

Bratislava (em alemão: Pressburg, em húngaro: Pozsony) é a capital da Eslováquia. A cidade que à semelhança de Budapeste e Viena é cortada do rio Danúbio, fica muito próxima das fronteiras austríaca e húngara. Bratislava tem cerca de 427 mil habitantes, e com isso é a maior cidade do país. Os Cárpatos, uma das cordilheiras européias, começam no território de Bratislava.

A cidade tem a maior densidade populacional da Europa Central. Como capital, naturalmente é sede do Parlamento e do Governo eslovacos, e tem uma oferta muito rica na área da cultura e artes.

No território de Bratislava viveram celtas e romanos, os eslavos chegaram nos séculos V e VI, e no século X a zona da cidade tornou-se parte do Reino da Hungria. Em 1405 acabou por ser declarada cidade livre real pelo rei Sigismundo de Luxemburgo.

Na altura da invasão turca Bratislava foi danificada, mas os otomanos nunca conseguiram conquistá-la. Mais ainda, no fundo Bratislava ganhou com o avanço dos turcos em território húngaro porque em 1536 foi designada a nova capital da Hungria quando um terço do país passou para as mãos dos Habsburgos. Por isso Bratislava foi durante muito tempo a cidade onde se coroava monarcas: entre 1536 e 1830, onze reis e rainhas foram coroados na Catedral de São Martim.

O século XVII foi marcado por revoltas contra os Habsburgos, lutas com os turcos, cheias e pragas. A cidade e o castelo foram conquistados várias vezes pelos revoltosos, depois reconquistados pelas tropas do imperador.

Bratislava teve o seu auge durante o século XVIII. Durante o reinado da Maria Teresa transformou-se na cidade mais importante do território da atual Eslováquia e Hungria. Muitos palácios, mosteiros e mansões foram construídos naquela altura. Sob o reinado de José II a cidade começou a perder a sua importância, especialmente quando a coroa húngara foi levada para Viena e muitas instituições importantes passaram para Buda.

Em 1805 Napoleão obrigou ao impreador austríaco assinar o Tratado de Bratislava de acordo com o qual a Veneza passava para mãos francesas. O congresso de Viena de 1815 deixou a cidade dentro do Império Austríaco. De acordo com o Compromisso de 1867 entre os húngaros e a casa dos Habsburgos, Bratislava passava ser parte do Reino da Hungria dentro do Império.

Toda a situação mudou em 1919, depois da primeira guerra e a desintagração da Monarquia: com o nascimento da Checoslováquia a cidade passou a chamar-se Bratislava e converteu-se na capital da província de Eslováquia. Depois da primeira decisão de Viena (1938) Bratislava transformou-se em capital da República Eslovaca (República de Tiso).

Em 1945 tropas soviétiucas e rumenas ocuparam a cidade que assim voltou a fazer parte da Checoslováquia. Depois da segunda guerra mundial a população húngara e alemã foi afastada da cidade quase por completo. Em 1968 o contrato de fedaração entre eslovacos e checos foi assinado em Bratislava. A partir de 1993 a cidade é capital da Eslováquia independente.

Fotos Bratislava

Mapa do trajeto Budapeste-Curva do Danúbio-Bratislava